Construir a base
[VALIDAR] Comecei cuidando de sistemas numa indústria. Foi ali que aprendi que tecnologia é serviço: se a fábrica para, ninguém quer saber qual era o bug, quer saber quando volta.

Tecnologia gera valor. Quando muda a forma como a gente decide e opera.
Sou Sergio Edgard. Trabalho com tecnologia desde 1996. O que me interessa é o que a ferramenta muda na vida de quem decide e de quem opera. Tento levar curiosidade e responsabilidade pelo resultado para cada projeto.
POR ONDE COMEÇAR
TRAJETÓRIA PROFISSIONAL
Não vou listar cargos. Prefiro contar as três vezes em que mudei de resposta para a mesma pergunta: o que a tecnologia muda, de verdade, em um negócio?
[VALIDAR] Comecei cuidando de sistemas numa indústria. Foi ali que aprendi que tecnologia é serviço: se a fábrica para, ninguém quer saber qual era o bug, quer saber quando volta.
[VALIDAR] Quase nove anos coordenando entregas para grandes clientes. O que eu achava que era um trabalho técnico virou um trabalho de prazo e confiança. Aprendi a lidar com pessoas antes de lidar com sistemas.
[VALIDAR] Passei a responder por um portfólio de ambiente digital de trabalho: eventos corporativos, videoconferência e comunicação digital. Em cinco anos a frente saiu de sustentação técnica para operar como produto, com governança, indicadores e produção interna. O número que mais aparece nos relatórios é financeiro, custos evitados na casa de R$ 8 milhões em um único ano. O que mais me orgulha é outro: satisfação acima de 97% mantida enquanto o alcance crescia de 10 mil para quase 70 mil pessoas.
TRANSFORMAÇÃO DO NEGÓCIO
Quatro princípios que se repetiram em todas as transformações que acompanhei, e três frentes que conduzi nos últimos anos, resumidas em contexto, decisão e resultado. Os números são ordens de grandeza dos relatórios anuais.
Começa na operação. Antes de escolher qualquer sistema, eu quero saber como o trabalho acontece de fato, quem decide o quê e onde o tempo se perde. Sem isso, a ferramenta só congela o problema.
Muda uma decisão. Se depois do projeto ninguém decide diferente, nem mais cedo, nem com informação melhor, então o projeto custou e não devolveu nada.
Precisa de quem opera. Um processo novo sem a confiança de quem o executa dura até a primeira exceção. A mudança precisa de alguém que a defenda por dentro, e essa pessoa raramente é o gerente.
Mede pouco, mede o que importa. Já vi painéis com quarenta indicadores que ninguém abria. Três números ligados ao resultado, que alguém olha toda semana, valem mais.
Contexto. Centenas de eventos por ano dependiam de produção externa, sem agenda integrada nem padrão de custo.
Desafio. Reduzir custo e dependência sem perder qualidade nem alcance.
Meu papel. Liderar a frente e redesenhar o modelo de atendimento.
Decisão. Agenda global, especificação técnica única, autoatendimento para eventos simples, internalização progressiva da produção e uma arena própria.
Resultado. Custos evitados na casa de R$ 8 milhões em um ano. Eventos simples caíram cerca de 90% com o autoatendimento. Satisfação entre 97% e 100% em todos os ciclos medidos.
Aprendizado. Racionalizar a demanda antes de contratar capacidade.
Contexto. Parque legado, Opex alto e incidentes frequentes em salas críticas.
Desafio. Modernizar sem aumentar o custo recorrente.
Meu papel. Conduzir a modernização das salas e a migração para nuvem.
Decisão. Renovação de salas com payback calculado, descomissionamento do legado, inspeção diária das salas críticas e reaproveitamento de equipamentos ociosos.
Resultado. Redução de Opex acima de R$ 1 milhão em um ciclo. Incidentes caíram pela metade e a disponibilidade subiu 20%. Custo médio por sala cerca de 30% menor.
Aprendizado. Confiabilidade vem de rotina e monitoramento, não de equipamento novo.
Contexto. Públicos operacionais sem canal de comunicação em tempo real.
Desafio. Provar valor com investimento pequeno antes de escalar.
Meu papel. Especificar, contratar e governar a solução.
Decisão. Piloto com poucas dezenas de pontos, expansão por ondas, troca do modelo de locação por aquisição e indicadores de desempenho definidos antes de crescer.
Resultado. De 10 mil para cerca de 69 mil pessoas alcançadas, com mais de 300 telas em 47 localidades. Orçamento de Opex cerca de R$ 1,3 milhão menor.
Aprendizado. Escalar só depois que o modelo pequeno se pagou.
PARA QUEM É ESTE ESPAÇO
Este site não vende nada. É onde organizo o que aprendi para que outras pessoas decidam melhor do que eu decidi em alguns momentos.
Você precisa decidir sobre IA e sistemas, mas hoje depende do fornecedor para saber se a proposta faz sentido. Quero te dar critério para essa conversa.
Comece por IA e automações 02Sair da execução técnica e entrar na discussão de estratégia e negócio, sem jogar fora a base que você levou anos para construir.
Comece por memória persistente 03Você trabalha muito para o resultado que tem e desconfia que automatizar ajudaria. Provavelmente ajuda, mas só depois de olhar a operação com calma.
Comece pelo diagnósticoVALORES E APRENDIZADOS
Clareza. Se eu não consigo explicar o problema em duas frases, ainda não entendi o problema.
Responsabilidade. Toda decisão técnica tem consequência para alguém que não estava na reunião. Penso nessa pessoa antes de assinar.
Curiosidade. Continuo perguntando por quê mesmo quando a resposta parece óbvia. Quase sempre não era.
Pessoas. Quando as pessoas confiam na mudança, ela fica. Quando não confiam, dura até a próxima reunião.
Sonhos e inovação. Gosto de imaginar o que ainda não existe. Mas quem vai operar aquilo às seis da manhã precisa estar na conversa.
Cultura. O jeito como um grupo trabalha decide mais que qualquer ferramenta que se compre para ele.
As melhores soluções que vi nascer vieram de quem operava o problema todos os dias. Quem chega com a resposta pronta costuma resolver o problema errado.
Anos coordenando entregas me ensinaram que confiança se constrói cumprindo o combinado e se perde numa única exceção mal explicada.
A tecnologia que eu usava em 1996 não existe mais. O que continua servindo é saber perguntar para que serve e o que muda se der certo.
FORMAÇÃO E EVOLUÇÃO
[VALIDAR] curso a confirmar
Foi onde comecei a olhar tecnologia pelo lado de quem paga a conta. Gestão e estratégia passaram a fazer parte do meu vocabulário.
Como uma escolha técnica vira, ou não vira, uma decisão de negócio.
Como andar rápido com IA sem perder o controle do que ela faz.
O que faz uma mudança durar depois que o projeto acaba.
APRENDIZADO COMPARTILHADO
Três trilhas curtas com o que estou estudando e aplicando agora. Cada artigo mostra o tempo de leitura. Comece por onde fizer mais sentido para o seu momento; não há ordem obrigatória.
Agentes e automação de rotina com critério de negócio, e não com entusiasmo.
Como fazer a IA lembrar do seu contexto, e por que isso vale mais que um modelo maior.
Ler a operação antes de escolher ferramenta. Um método simples para enxergar onde o tempo e o dinheiro se perdem.
PERGUNTAS FREQUENTES
Profissional de tecnologia desde 1996, com passagem por indústria, prestação de serviços e mineração. Hoje me interesso mais pela conexão entre estratégia e operação do que por qualquer ferramenta específica.
Inteligência artificial e automação, memória persistente para IA, diagnóstico de operação, liderança e decisão. Escrevo a partir do que vivi, então há mais opinião do que teoria.
Não. Aqui não há serviço, preço nem agenda. É o lugar onde apresento minha trajetória e o que estou aprendendo.
CONTINUAR A CONVERSA
Publico aprendizados e reflexões no LinkedIn, e é lá que gosto de continuar a conversa. Não tenho newsletter nem formulário, e não pretendo ter.
Acompanhar no LinkedIn